Abrasca, Apimec e IBGC consideram que há lacunas nos planos econômicos dos candidatos à Presidência.

Por Victoria Netto — De São Paulo

Apesar de entidades do mercado avaliarem que os planos dos quatro candidatos à Presidência com melhor posicionamento na corrida eleitoral não contemplam as demandas do mercado de capitais, as campanhas afirmam ter propostas, algumas mais relacionadas ao ambiente de negócios em geral. A Abrasca, a Apimec e o IBGC consideram que há lacunas nas propostas, mostrou o Valor.

 

A campanha da candidata Simone Tebet (MBD) diz que o plano de governo da presidenciável aborda temas como a Lei das Estatais, o combate à corrupção, oportunidades atreladas a questões ambientais e reforma tributária.

“Nas diretrizes, falamos em aprofundar e melhorar a Lei das Estatais e em assegurar o investimento e a independência dos reguladores, como a CVM. Vamos além, falando em revisar a estrutura, para que o regulador exerça melhor as funções de supervisionar o mercado e informar”, diz o ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e professor da PUC-Rio Marcelo Trindade, que participou da elaboração das propostas da candidata para o mercado de capitais.

Segundo Trindade, o plano também destaca a garantia de segurança jurídica, regulatória e institucional para melhorar a confiança no país e prevê o fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no apoio a pequenas e médias empresas.

Procurada, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou link para o programa do candidato. O documento, no entanto, não faz menção específica às demandas apontadas pelas entidades. O mesmo acontece com os programas dos candidatos Jair Bolsonaro e Ciro Gomes, com pontos relacionados ao ambiente de negócios. Procuradas, as campanhas de Bolsonaro e Ciro não responderam até o fechamento desta edição.

 


Fonte: Valor Econômico