Mansueto Almeida, do BTG, e Joaquim Levy, do Safra, são alguns dos que estiveram com o ministro. Ambos observam com bons olhos seu plano de redução do déficit, além da disposição em aprovar com celeridade reforma tributária e novo arcabouço.

Após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, economistas com passagens pelo governo, atualmente em grandes bancos, elogiaram a sua disposição em colocar as contas públicas no prumo.

O economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, foi um deles. Foi secretário do Tesouro de Michel Temer e participou da equipe do então ministro da Economia Paulo Guedes. O executivo elogiou o pacote fiscal anunciado na quinta-feira (13) por Haddad e equipe, ao lembrar que pode reduzir à menos da metade o déficit primário para 2023.

“Claro que a gente tem que esperar algumas medidas no Congresso, a reoneração da gasolina, que deve voltar em algum momento, mas um déficit de R$ 100 bilhões é menos da metade do que saiu do Orçamento. Junto com a proposta de reforma tributária e o arcabouço fiscal, vai ser muito importante para reduzir o risco-Brasil”, disse Mansueto a jornalistas após encontro com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em São Paulo.

Joaquim Levy, diretor do banco Safra, teve passagens pelo Planalto no governo Lula, como secretário da Fazenda, Dilma, como ministro da pasta, e Bolsonaro, na presidência do BNDES. E afirmou que a nova gestão começa a dar sinalizações positivas no médio prazo com a reforma tributária e o novo arcabouço fiscal.

“Então temos informação muito relevante sobre 2023 e o governo já está se preparando para dar indicações para os próximos anos de forma que todo mundo tenha um mapa para a economia nos próximos anos”, diz. “A questão tributária está andando bastante. Já tem a PEC 110 e a PEC 45 no Congresso, tem uma pessoa lá que entende bastante, que é o Bernard Appy. Então, mais rápido que a gente esperava, vai ter proposta de reforma tributária que será levada ao Congresso.”

Questionados sobre o que disseram ao ministro, Levy e Mansueto disseram que Haddad ouviu sobre a percepção do mercado sobre os primeiros passos do governo. “A percepção de todos nós é muito semelhante. Foi sinalização importante ontem e que vai continuar a ser construída. O mercado já reagiu proporcionalmente ao que já foi sendo anunciado”, disse o executivo do Safra.

Também participaram da encontro com Haddad Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset; Daniel Cunha Nascimento Silva, economista, e Marcos Azer Maluf, CEO, representando a Necton, e Mauricio Oreng, superintendente de Pesquisa Macroeconômica do Santander. Do lado do governo, também esteve presente o secretário-executivo da Fazenda, Gabriel Galípolo.


Fonte: Valor investe